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Todo mundo sonha.
Mas eu sou uma dessas pessoas que lembram dos sonhos pela manhã, uma das que muitas vezes acordam rindo por causa dos absurdos que se passaram nesse filme que acabaram de assistir de camarote.
Devo ter delírios de grandeza, porque frequentemente sou uma espécie de heroína. No meu currículo de salvadora do mundo, já posso afirmar:
Matadora De Zumbis com mais de 10 apocalipses de experiência
Matadora de Alienígenas - 4 apocalipses de experiência
Matadora de Vampiros - Estagiária
Depois de anos contando minhas aventuras e desventuras ocorridas no meu próprio universo paralelo, passei a ouvir com frequência "Você deveria começar a escrever tudo isso"
Why not?
Não me importo se ninguém mais achar isso aqui interessante. É muito mais pra mim mesma do que qualquer outra coisa.
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Janeiro 12
Eu tava parada no meu quarto quando ouvi um estrondo. O que raios? Aí o lápis que tava na minha frente começou a flutuar.. eu segurei ele, mas era muito forte. Segurei com as duas mãos e comecei a flutuar junto! Saí pela casa - flutuando, é claro - pra achar a Marina e mostrar o que tava acontecendo.
“MARINA MARINA OLHA EU TÔ FLUTUANDO!” “Tá, tá, Nina. Então, o que você achou desse namorado novo da Laura? Tô achando ele muito chatinho, meio nada a ver.. e além disso, ele…” “MARINA, sem querer ser chata, mas EU TÔ FLUTUANDO NA SUA FRENTE!” “EU JÁ VI, saco. Você que tá me ignorando! Presta atenção na pergunta: o que é que..” *Estrondos do lado de fora da casa* *Nina abandona Marina falando sozinha e vai ver o que é*
Aí eu olhei pela janela dos fundos e vi vários materias de construção sendo sugados pro lado da casa. Tubos de concreto, pás, andaimes e até tratores, todos pro lado de onde tinha vindo o estrondo. Corri pra janela da sala olhar o lado da casa. Uma cratera ENORME ocupava todo o espaço entre a rua do lado e o horizonte, onde a Petrobrás costumava ficar. Ouvi e vi pessoas na rua correndo e gritando, enquanto um rádio ao fundo dizia que um cano da petrobrás tinha explodido e criado um vortex de zero-gravidade que estava sugando tudo o que não fosse pregado ao chão, e que mandava as pessoas ficarem em casa.
“MARINA MARINA MARINA TRAZ A CÂMERA AGORA, CORRE!” “NINA, você me deixou falando sozinha de novo, eu já falei que odeio isso, que saco, quando é que você vai aprender, você ainda não me respondeu o que você acha, será que dessa vez dá pra..” “ME DÁ A PORCARIA DA CÂMERA LOGO!” “ok ok —’” *Marina tira a câmera do bolso e me entrega* *Nina liga a câmera, ajusta o foco, acha o melhor ângulo pra bater a foto e*
Acordei.
Dezembro 04
E aí o Bond, James Bond, e eu jogamos o carro numa ladeira enquanto pulávamos pra trás de um muro, para enganar nossos perseguidores. Só que um dos perseguidores me encontrou, me imobilizou e retirou lentamente uma serra giratória de dentro de uma mala. Montou-a cuidadosamente, sorrindo, saboreando cada momento do meu terror. E quando finalmente enconstou a serra na minha pele…
Nina - NÃO ADIANTA, EU NÃO VOU CONTAR A SENHA!
~só que não~
na verdade o que eu disse foi:
Nina - NÃO ENCOSTA ISSO EM MIM PELAMORDEDEUS A SENHA É 135468135!
Torturador - Sério? Cara, você viu o trabalho que eu tive pra montar isso aqui? E ela é nova, essa ia ser a primeira vez que eu ia usar, comprei pela internet na semana passada, CUSTAVA você me deixar testar? Que saco, você é muito fraca.
E aí eu acordei.
Novembro 01
Sonhei que eu tinha que comprar comida (por comida, entende-se uns pacotes de salgadinho, duas barras de Galak e umas balas) mas no mercado só aceitavam a nova moeda. Eu tinha pouco da nova moeda, então tive que deixar tudo pra trás. Aí eu encontrei com meu avô, que me deu as boas notícias: essa semana iriam reimplementar o sistema de cartão de crédito no mundo. Porque isso tudo foi na minha vida em sociedade pós-apocalipse zumbi (você duvidava?) e estávamos lentamente nos reerguendo.
Depois disso fiz uma festa na minha piscina (porque a Nina pós-apocalipse zumbi é rica) e apareceu uma zumbi, daquelas bem podres e caindo aos pedaços, porque já fazia muito tempo do início da contaminação e tudo já estava contido. Matamos ela, notificamos o serviço de limpeza de mortos-vivos-mortos e continuamos calmamente com a nossa festa.
Pelo menos meu cérebro é consistente nas histórias dele né.
Outubro 31
Hoje eu tava viajando com meu namorado (backpacking style) e a gente parou num hotel. Olhei pela janela e reparei que tinha uma mulher estranha pela janela e, de alguma forma, soube que ela era uma zumbi. Como ela ainda não tinha atacado ninguém, deu tempo de a gente organizar uma forma ordenada de tirar as outras pessoas do hotel pra evitar que o vírus se espalhasse rapidamente. Num esquema de equipes, nós e nosso time nos espalhamos pelo prédio (um em cada andar, um em cada porta do elevador e escada do térreo, alguns espalhados pelo caminho, e todos devidamente identificados como staff). Devo aqui mencionar que cada um dos membros do nosso staff - todos extremamente nerds, com camisetas de banda e tudo haha - tinha uma cópia de “Como se portar diante de um Apocalipse Zumbi” em mãos. Conseguimos tirar todo mundo de forma segura, eu sonhei com mais algumas cenas aleatórias de fuga, busca por comida e armas, e acordei.
Outubro 23
E no meio da noite, com todos aqueles trovões.. Eu sonhei que a minha cidade estava sendo bombardeada no meio de uma chuva, com direito a prédios explodindo e túneis alagados. E eu, minha mãe e minhas irmãs estávamos correndo contra o tempo num carro (que por sinal, tinha cara de muito muito caro) por toda a destruição, porque tínhamos prometido pro meu pai que íamos buscar minha irmãzinha na escola. Aí eu acordei, vi que tava chovendo e voltei a dormir. Só pra aparecer na minha casa, que era a escola, que era uma base de operações secreta, procurando o espião que tinha a ver com todo o ataque. E aí eu acordei de novo e voltei a dormir, e agora eu tinha pego o bandido e ele na verdade era meu pai, que era bonzinho. Que me deu uma nano-ovelha de estimação por ter sido uma espiã tão boa ao encontrar ele. E aí fiquei triste porque a minha nano-ovelha era realmente muito legal e eu tava esticando a mão pra pegá-la quando acordei de vez :/
Sobre realidades alternativas, dinossauros e felicidade.
thepurplemushroom:
Às vezes tenho uns sonhos malucos, e quem me conhece já sabe disso.
Eu acordo meio louca, meio outra, e minhas ações e pensamentos pós-sonho são todas baseadas nos fatos daquela realidade alternativa. É como se eu ganhasse novas camadas, perspectivas. Penso de uma forma que não conseguia antes.
Um sonho pra você pode não ser importante, uma diversão à toa, um aborrecimento a mais. Pra mim? É tudo aquilo que eu não pude viver nas 24h diárias que nos são sempre dadas. Então sim, eu sonho que salvei o mundo de um ataque alienígena. Eu sonho estar numa guerra medieval, manejando o arco e a espada. Eu sonho cavalgar num campo infinito, rumo a lugar algum. Sonhei fugir de serial killers, vampiros malucos com motosseras, sonhei estudar alemão com um papagaio chato, ter o dom da vidência, voltar ao tempo dos dinossauros, domar animais selvagens.
Podem me dizer que de nada adianta sonhar. Eu direi que vivi o dobro, ri o dobro, chorei o dobro, me assustei em dobro. Eu senti as coisas, me emocionei em dobro. Por que estou falando disso?
Bem.. No fim, pensando muito, muito bem.. não é por nossos sentimentos que a gente vive? Tenho meus problemas, com certeza. Menos que alguns, mais que outros. Não sei pra você como é, o que o seu coração deseja acima de tudo. O meu quer ser feliz. Sem falsidade aqui. O que me faz feliz é sorrir e conseguir um sorriso. É desencadear a felicidade. Desencadear emoções, uma pessoa por vez. Eu inclusa.
Por isso continuarei a sonhar, continuarei a sorrir, continuarei a abraçar, continuarei a gargalhar. O que mais machuca nesse mundo é machucar alguém, e peço desculpas se já o fiz [e tenho certeza que sim].
Vou ali ser feliz e já volto.
;D
O que te faz feliz?
_______, __
Um dia eu sonhei que eu era um pinguim de origami que se perdia numa enxurrada.
Aí eu acordei.
Outubro 02
No trabalho, peguei pra revisar uma parte de matemática muito muito chata que me fez cochilar por alguns segundos.. aquela cochilada de pender a cabeça pra frente e acordar, sabe? Só que o cochilo me fez sonhar que eu tinha que terminar logo aquela questão porque senão o monstro devorador de pés ia me pegar. Fez TANTO TANTO sentido na minha cabeça que quando acordei fiquei um tempo tentando entender onde raios eu estava.
P.S.: Um pouco de contexto: sou revisora de textos na Editora de um cursinho.
Outubro 03
Sonhei que eu era atacada por ariranhas moradoras das ruínas da minha fazenda (?) e que o efeito do veneno das mordidas e do dente que elas tinham na ponta da cauda (?) fizeram meu corpo inteiro começar a ter várias verrugas…. Verrugas essas iguais às do homem-árvore! Mas ninguém acreditava em mim e falavam que era momentâneo, então eu fiquei com um braço de galho pra sempre.
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